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Unipop completa 30 anos de existência em tempo de resistência

Postado em 21/11/2017 as 20:40:05

Por Diego Teófilo¹


Em 1987, quando o país ainda sentia os efeitos provocados pela ditadura militar e experimentava a retomada da democracia, surgiu o Instituto Universidade Popular – UNIPOP, com a participação de diversos sujeitos comprometidos com a construção de uma sociedade justa e igualitária, respeitando a diversidade e as diferenças. Desde sua fundação a Unipop, tem estado em diversos processos de luta coletiva que somam e somaram a sua atuação junto ao seu publico, como o Fórum da Amazônia Oriental- FAOR, Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescentes – Fórum DCA, Associação Brasileira de Organizaçãoes Não Governamentais – Abong, entre outros espaços, que muito tem contribuido para seu fortalecimento institucional e político.

Para celebrar os seus 30 anos de atuação e refletir e discutir o atual contexto econômico e político em que o país passa, no ultimo de 13 de novembro, foi relaizado o seminário “Educação Popular e a luta por Direitos Humanos num contexto de crise política e econômica”, no auditório Paulo Freire da Universidade do Estado do Pará – UEPA. Envolvendo ativistas, educadores populares, jovens, professores, entre outros.

O professor João Colares Neto do Progama de Pós-Graduação em Educação e do curso de Lincenciatura em Pedagogia da UEPA, comntou sobre como a educação pode contribuir na transformação da sociedade na atual conjuntura e destacou “a educação popular é uma ferramenta de mobilização das classes populares, ela pode ser utilizada pelos movimentos sociais, setores populares, por todos aqueles que estão lutando por uma transformação como uma ferramenta de construção de autonomia, participação e de compreensão crítica das eniquidades, sendo praticada dessa maneira ela possibilita a compreensão da realidade e também a mobilização de setores populares para a transformação estrutural da sociedade”.

Somando as reflexões de João Colares Neto, a advogada especialista em educação para cidadania Joseane Gamba e o educador da Fase Amazônia e doutor em planejamento e desenvolvimento socioambiental Gulherme Carvalho, debateram a promomoção e defesa dos direitos humanos no atual contexto e desenvolvimento da Amazônia e seus impactos nos direitos humanos respectivamente.

A educadora e assistente social Márcia Silva, comentou sobre a importância da atuação da Unipop na Amazônia, destacando o papel singular e de referência da instituição junto ao seu publico e pela defesa e garantia dos direitos humanos e as parcerias estabelecidas entre elas o Movimento Republica de Emaus, onde a mesm atua e afirmando “a institução é uma referência no sentindo de olhar a educação como sendo o meio onde o individuo ao acessa-la ele possa ir além do processo educacional, reconhecendo o ser humano na sua totalidade, que esta dentro de um contexto social que tem sua necessidades e demandas e que precisa ser valorizado na sua essencia, a Unipop por meio do seus projetos que tem feito isso”.

A programação seguiu com a segunda mesa que tratou dos relatos de experiências em diversos campos contando com a participação de Maria Luiza Nunes do Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará, Marta Geane do Forum Mulheres da Amazônia Paraense, Ulisses Manaças do Movimento de Trabalhadores Sem Terra e Marineia Ferreira integrante da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia. 

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¹ Educador Social do Programa Juventude, Participação e Autonomia da Unipop e Comunicador popular

Fonte: Unipop