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'Evoé' está de volta entre os dias 10 a 20 de dezembro

Postado em 11/12/2015 as 11:30:29

Espetáculo teatral traz novidades no elenco em 2ª temporada

Após o sucesso de público na primeira temporada, o espetáculo teatral “Evoé”, produzido e encenado pelo Grupo de Teatro da Unipop (GTU), está de volta neste mês de dezembro. A obra é uma adaptação de “As Bacantes”, de Eurípedes, feita por Alexandre Luz e Paulo Marat. Temporizada nos anos 80, a trama tem como cenário a boate a Vênus, em Belém. As apresentações serão entre os dias 10 a 20, às 20 horas, no Porão Cultural do Instituto Universidade Popular (Unipop). A peça, foi avaliada pela crítica teatral local como “ousada” – por causa do nu artístico – e sem dúvidas entrará para a história dos 23 anos de atuação do GTU, que fez aniversário no último dia 8 de dezembro.  

“A exemplo do que o público encontrou nas apresentações da primeira temporada, posso dizer que quem resolver adentrar a boate Vênus, será cumplice de uma trama antiga, numa atmosfera vivenciada na década de 80”, afirma Alexandre Luz, diretor de “Evoé”. Para ele, os objetivos de surpreender e envolver o público têm sido alcançados. “O público se sente, verdadeiramente, numa boate dos anos 80. A ambientação da tragédia grega ‘As Bacantes’, para esse ambiente, também tem sido muito bem sucedida. A atmosfera do espetáculo seduz o espectador porque o faz sentir partícipe da trama. Cúmplice da história que, ali, é contada”, revela.

A novidade no elenco desta segunda temporada de “Evoé” são os atores Hudson Andrade, no papel de Carmo; Heythor Costa dando vida ao Miranda e a nova garçonete, interpretada pela atriz Amanda Santos. Hudson conta o que está sendo de desafiador em seu personagem: “o grande desafio é ser inserido numa poética que foi construída por meses, com outras pessoas, num outro contexto. No entanto, a generosidade da acolhida foi determinante para eu me sentir imensamente feliz e grato por fazer parte de ‘Evoé’”.

Para a atriz Maria Silva, que faz a prostituta Creuza Veludo, “Evoé” quebrou paradigmas em sua vida. “Eu tive que me despir de mim mesma, de tudo o que eu acreditava: da minha visão preconcebida do que seria trabalhar com prostituição. Tive que enfrentar os medos sobre a minha própria sexualidade, sobre o meu corpo. Aos poucos descobri que, o corpo físico e emocional da minha personagem era um instrumento de poder e de resistência social e política”.

“Um dos maiores desafios para construir a minha personagem (Michele Bang Bang) foi desconstruir alguns conceitos e tabus que tinha comigo mesma. ‘Evoé’ foi um desafio como um todo: começando pelo tabu da nudez; do preconceito com o meu próprio corpo; do aceitar como ele é, e, depois reconhecer e evidenciar a beleza e empresta-lo para uma personagem da noite, que se vende”, ressalta a atriz Caroline Dominguez.  

Fonte: Unipop