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PELO FIM DA VIOLENCIA CONTRA AS MULHERES! CONTRA O PL 5069 – FORA CUNHA

Postado em 25/11/2015 as 16:08:45


PELO FIM DA VIOLENCIA CONTRA AS MULHERES!

CONTRA O PL 5069 – FORA CUNHA

 

Neste dia 25 de novembro o Forum de Mulheres da Amazonia Paraense e a Articulação de Mulheres Brasileiras - AMB, em conjunto com vários coletivos, movimentos feministas e de mulheres de diversos lugares do país, vem as ruas novamente para manifestar, denunciar e repudiar todas as formas de violência e para exigir o fim da violência contra a mulheres no Brasil e no mundo.

A violência contra as mulheres é um instrumento de discriminação, opressão e de dominação utilizado pelos homens há muito tempo. E se repete cotidianamente em diferentes situações e contextos, e a cada dia de forma mais cruel.

 

Hoje, no Brasil, 527 mil pessoas são estupradas por ano. Destas, 89% são mulheres e 70% são crianças e adolescentes. No Brasil a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas; a cada 11 minutos uma mulher é estuprada; a cada 90 minutos ocorre um feminicídio.

 

Em 2013 foram mortas 4.762 mulheres. O número de homicídios de mulheres negras cresceu em 54%, enquanto a taxa de assassinatos de mulheres brancas caiu 9,8%. As mulheres negras são mais vulneráveis, pois sofrem, ao mesmo tempo a opressão por serem mulheres e por serem negras.

Por termos o direito a viver sem violência e a não sermos assassinadas, lutamos para transformar esta cultura machista que coloca o Brasil como quinto país do mundo com maior número de assassinatos de mulheres.

 

Chega de violência contra as mulheres!

Pelo fim da cultura do estupro!

Pelo fim do feminicídio!

Pelo fim da violência racista que tem ceifado a vida de mulheres negras e indígenas

 

Na Câmara Federal está tramitando o Projeto de Lei/PL 5069 de autoria do deputado Eduardo Cunha que, se aprovado, legaliza o estupro no Brasil, país em que mulheres e meninas já são submetidas a abuso sexual e estupro todos os dias, na maioria das vezes, dentro do seu próprio lar, praticados por seus parentes mais próximos, com as mais torpes justificativas, tais como: ^elas que o seduziram^, elas que provocaram, que se negaram a cumprir com sua obrigação de esposa, ou quando é o pai que estupra a própria filha, como ela daria para outro homem mesmo, então, porque não ser ele o primeiro já que a sustenta,  e nas ruas são estupradas por estranhos devido a desprotecao do Estado e o descaso dos governantes.

 

Acresça-se, também, o “estupro corretivo” sofrido pelas lésbicas, tudo isso em decorrência de uma sociedade machista, sexista, racista e homofóbica.  

O estupro e crime hediondo! Não podemos ficar caladas diante da tentativa da naturalização do mesmo e a ausencia de medidas para sua erradicação.

 

Há mais de 75 anos o aborto nos casos de estupros ou quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher e permitido no Brasil. Portanto: Não queremos parir filho de estuprador, queremos poder optar por seguir ou não com a gravidez quando ela coloca em risco a nossa vida, direito esses que estamos prestes a perder se aprovado o PL 5069 do Cunha, por isso:

 

Pelo direito de termos atendimentos nos hospitais em caso de estupro, com assistência digna e humanizada, com acesso à pílula do dia seguinte, com profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis, e com orientação de como acessar o aborto legal caso engravide involuntariamente, mesmo antes de dar queixa à polícia, sendo que o PL 5069 nos tira esse direito.

 

Dizemos não ao PL 5069 que nos tira esse direito. FORA cunha!

 

Basta de tolerância à violência contra as mulheres!

Basta de culpabilização das mulheres!

Não somos responsáveis pela violência que sofremos!

Não ao silêncio da sociedade e governantes nos casos de violência contra as mulheres e meninas na  família ou nas ruas!

 Estupro é crime hediondo! .Denuncie!

 

Ligue 180 para denunciar a falta de serviços e de assistência às mulheres em situação de violência e para receber informação de como proceder em caso de estar vivenciando uma situação de violência.

Por Mim, por nós e por todas! Basta de impunidade! Basta de feminicídio!  Nem Uma a Menos!