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Ato pelo direito à comunicação e democratização da mídia acontece em Belém/PA

Postado em 17/11/2015 as 15:18:16

Por Diego Teófilo, Marcele Monteiro e Marineia Ferreira  

Imagem: Diego Teófilo



Aconteceu na manhã do último domingo (18), na Praça da República, em Belém/PA, o ato pelo direito à comunicação e democratização da mídia. O mesmo fez parte da semana nacional de mobilização pela democratização, chamada pelo Fórum Nacional de Democratização da Comunicação – FNDC, que também somou com o Dia Nacional da Adolescência e Juventude Comunicadora, promovido anualmente pela Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadoras e Comunicadores – RENAJOC. O evento contou com a presença de movimentos articulados no FNDC/PA.

O objetivo do ato era chamar a atenção da população presente no espaço para a importância de democratizar os meios de comunicação, hoje controlados por empresários, e coletar assinaturas para a proposta de iniciativa popular de democratização dos meios, buscando, inclusive, pressionar a câmara federal a fazer o debate e regulamentar os artigos da constituição federal que tratam da comunicação.

Um dos pontos do projeto de lei Mídia Democrática prevê: Diversidade – garante a diversidade étnico-racial, de gênero e orientação sexual protegendo contra a discriminação. Hoje, a comunicação tem um papel fundamental nos processos de compreensão do mundo e de como a humanidade se movimenta nele. Seus veículos são o principal espaço de circulação de informação e cultura e alguns dos mais importantes para a referência de valores e formação da opinião pública.

“O ato é importante para que a população tenha conhecimento sobre o funcionamento da comunicação no Brasil, visto que a comunicação atual é excludente, pois não nos representa”, diz Denise Salomão, da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação – ENECOS.

A mídia, portanto, é o grande cenário em que os projetos de sociedade são disputados. Sendo assim, é democrático e essencial que todas as pessoas tenham o direito de acupá-la. Se nenhum grupo ou individuo pode ser discriminado em seu direito de falar e ser ouvido – assim como de escrever e “ser lido” – pela sociedade, então presume-se que os meios de comunicação sejam um espaço sempre diversificado, nunca tomado por interesses privados ou de governos.

O adolescente Wevertom Bernardes, participante do Projeto Mais Educomunicação, promovido pela Unipop e Renajoc, comenta sobre os desafios de sensibilizar a população: “muitas pessoas estavam com medo de assinar, pensando que isso vai ser usado contra ela, essa atitude acaba desestimulando e enfraquecendo a campanha”.

Fonte: Agência Jovem de Notícias

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