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Seminário de Arte-Educação debate ações para uma cidadania humanizada

Postado em 16/06/2015 as 16:14:13

Realizado no último sábado (13), a quarta edição do Seminário de Arte-Educação da Unipop reuniu cerca de 70 pessoas na Casa da Linguagem, em Belém. A programação contou com oficinas e uma mesa redonda que discutiu as dimensões e práticas da arte-educação, no sentido de refletir sobre ações voltadas ao exercício de uma cidadania humanizada a partir da arte.

Pela manhã, os/as participantes se agruparam nas oficinas temáticas de circo, fotografia, jogos teatrais e contação de história. Para a jovem Bruna Keyze, que inicialmente pretendia fazer outra oficina, a participação em jogos teatrais acrescentou uma descoberta em sua vida. “Eu adorei ter participado da oficina de jogos teatrais. No início eu estava me limitando, porque eu queria participar da oficina de fotografia com meus amigos, mas como não havia mais vaga, fui para a oficina de jogos teatrais e me supreendi, pois não tem só a ver com o teatro, mas está muito ligado à relação com o outro. Aprendi sobre jogos que estimulam o corpo e a mente das pessoas e que podem servir a todo momento nas relações que fazemos na sociedade”, disse.

Leonel Ferreira conversa com os participantes sobre o a importância da arte-educação para uma transformação social

 

Participando pela primeira vez do Seminário, Hudson Passos falou sobre a importância de socializar o conhecimento obtido na oficina de circo com as pessoas do trabalho social que desenvolve. “A experiência que estou levando é a de trabalhar o coletivo e a questão social. Sempre tive essa visão de trabalhar com as pessoas, mais precisamente com as crianças dentro da comunidade. O meu objetivo é o de levar essas crianças da comunidade a um mundo mais amplo, mais criativo, aguçando a curiuosidade para que elas busquem o saber, para que possam aprender mais. E como eu já tenho um certo envolvimento com a comunidade, por meio de trabalho social com pássaros juninos, acredito que eu possa levar o conhecimento agregado com a oficina de circo para fazer um trabalho coletivo lá para a comunidade”, avaliou. 

Durante o período da tarde, a programação foi encerrada com a mesa redonda, que contou com a participação do sociólogo e arte-educador Leonel Ferreira. Ele, no entanto, levantou reflexões acerca do papel do arte-educador na sociedade e mais ainda frente ao delicado momento de crise financeira e política que assola o Brasil. “As pessoas das periferias estão à margem em todos os sentidos, elas não têm acesso. E muito de nós [que trabalham com arte] seremos chamados de transgressores […], mas o que eu enquanto educador social ou arte-educador tenho a ver com isso? O que eu posso fazer? […] por meio da arte-educação podemos virar essa página de hoje”, instigou Leonel.   

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Fonte: Unipop